• Luis Gonçalves

Constância - terra das 5 Pontes

Updated: Feb 12

Para se juntar à comunidade que festeja o Carnaval de Malpique, atravessa a ponte de de comboio sobre o Tejo. Para regressar à Casinha, atravessa também a ponte sobre o Zêzere. Para se juntar à comunidade de Montalvo, vislumbra a Ponte de Santo Antoninho à sua esquerda.

Veja aqui a disponibilidade


As frequentes cheias do Tejo e do Zêzere impediam a circulação de carroças e de animais na única via de circulação – a Estrada do Campo.


Imagem recolhida do site CMConstancia

A Ponte de Santo Antoninho foi mandada construir por D. João VI, em 1825 “para utilidade pública”, enquanto se abria a então chamada Estrada Nova, a ligar Punhete (actual Constância) à vizinha vila de Abrantes.

Hoje, a Ponte de Santo Antoninho tem a classificação de Conjunto de Interesse Público.







Imagem recolhida de pagina do Facebook

A ponte que une os concelhos de Vila Nova da Barquinha ao sul do concelho de Constância foi construída sobre o Tejo em 1861. Rapidamente foi substituída entre 1887 e 1890 sob a responsabilidade da Casa Eiffel. Por ela passa o comboio e, após reabilitação e adaptação, serve o trânsito rodoviário desde 1988.











IRecolhida pelo autor, num percurso da GRZ

O senso comum da época antecipou a ineficácia da barca que atravessava o Zêzere pela sua impetuosidade de inverno e previu a necessidade de tornar Constância (nova designação desde 1836) acessível ao viajante mais abastado, que, num futuro não muito distante, se deslocaria em automóvel à procura de uma terra como esta para descansar e ganhar novo fôlego tal como faziam fidalgos, reis e rainhas.

Construída em ferro sobre pilares de alvenaria, com 23 metros de altura, a ponte foi inaugurada em 1892



O continuo aumento de tráfego rodoviário fez com que, em 1995, fosse aberto ao trânsito o IP6 (agora A23), o que implicou a construção de uma nova ponte, em betão, poucas centenas de metros a montante da antiga Ponte de Ferro..



A Ponte entre o passado e o futuro através da cultura


A melhoria das vias de circulação está intimamente ligada ao desenvolvimento económico-social dos povos e à necessidade de evasão por múltiplos motivos, sendo a aculturação um deles.

A importância da posição estratégica de Constância no aspecto comercial e militar, como porta de entrada de mercadorias e pessoas de e para Lisboa, mereceu a recuperação do antigo castelo de Punhete pelos Templários, adquirido no seculo XVI por D. Joao de Sande que o transformou num palácio renascentista.

Neste palácio se hospedou D. Sebastião em 1571, como consequência da “Grande Peste” proveniente de Veneza. Foi neste ano que concedeu o foral à Vila de Punhete.

Também nos anexos do palácio, na chamada Casa dos Arcos teria permanecido Luis de Camões aquando do seu desterro em Punhete – a povoação mais acessível na linha do Tejo, a partir de Lisboa.

Na antiga Casa dos Arcos – hoje Casa-Memória de Camões promovem-se colóquios e encontros culturais, que afirmam Constância como um destino turístico multi-cultural.

Cultura e Turismo é um fenómeno que atravessa pontes, do Passado para o Futuro, passando pelo Presente.

Para absorver toda a envolvência, por cá deve ficar uns tempos

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